Agenda Cultural

01/12 estreia Dançando no Escuro, no Teatro da UFF

Espetáculo é a única adaptação teatral autorizada para a obra cinematográfica de Lars Von Trier

Durante quatro dias (01 a 4 de Dezembro), o musical Dançando no Escuro estará em cartaz no Teatro da UFF, Centro de Artes UFF, em Icaraí, Niterói.

E o diferencial do espetáculo é a sessão em tradução em libras apresentada na segunda-feira, 04, onde é realizada uma audiodescrição.

O espetáculo, sucesso de público durante a temporada em que esteve no Teatro Sesc Gisnástico, é a única adaptação teatral autorizada para a obra cinematográfica de Lars Von Trier. A adaptação para o teatro é do nova-yorquino Patrick Ellsworth, e teve os direitos comprados em 2015.

O musical Dançando no Escuro nasceu do desejo dos atores-produtores Juliane Bodini e Luis Antônio Fortes de trazer para o teatro a adaptação do premiado filme homônimo de Lars von Trier, estrelado pela cantora Björk, que também compôs todo o repertório musical da obra que expõe o drama de uma mulher com uma doença degenerativa que a leva à cegueira, seu desmedido amor pelo filho e as injustiças sofridas por ela.

O ator Luis Antônio Fortes, destaca que a história da peça gira em torno da cegueira da sociedade e de cada indivíduo que não enxerga o sofrimento do outro.

Dançando no Escuro / Foto: Divulgação

Luis fala também sobre como a peça tem um ponto de reflexão muito forte.

“Ninguém assiste esse espetáculo e vai para casa como entrou. Você entra de um jeito e sai de outro”, afirma o ator.

A premiada atriz Dani Barros dirige esta montagem que conta com direção musical e arranjos do também premiado Marcelo Alonso Neves. As atrizes Juliane Bodini e Cyria Coentro interpretam as personagens que no filme de Lars von Trier foram de Björk e Catherine Deneuve. O elenco é composto por nove atores e atrizes cantores, que interpretam os principais personagens e outros menores, além de quatro músicos, dois deles cegos, um multi tecladista e um baterista, que tocam ao vivo a trilha sonora.

Dançando no Escuro / Foto: Divulgação

Com 5 musicais no currículo: “Rock in Rio – O musical”, “Cazuza, Pro dia nascer feliz – O musical”, “Cassia Eller – O musical” e “O beijo no asfalto – O musical”, todos dirigidos por João Fonseca, “Raul Fora da Lei”, dirigido por Roberto Bomtempo e José Jofilly, a atriz e cantora Juliane Bodini interpreta a protagonista de “Dançando no Escuro”. Em 2015, Bodini foi indicada ao Prêmio Bibi Ferreira como atriz coadjuvante por “Cassia Eller – O musical”.

Sinopse

A história de passa em 1964, nos Estados Unidos. Selma Jezková é uma imigrante tcheca que se muda para os EUA com seu filho Gene, um garoto de doze anos. Ela tem uma doença hereditária degenerativa que a faz peder a visão, algo que também vai acontecer com seu filho. Ao saber que nos EUA existem médicos que podem operar Gene, foi o suficiente para fazê-la imigrar para o país. Selma aluga um trailer na propriedade de Bill e sua esposa Linda, seus vizinhos, onde vive humildemente. Trabalha exaustivamente em uma fábrica com sua melhor amiga Carmen e guarda tudo o que ganha para a cirurgia que evite que seu filho sofra do mesmo destino. Mas quando Bill se vê em dificuldades financeiras rouba o dinheiro que Selma tinha economizado duramente. O roubo é o ponto de partida para trágicos acontecimentos.

Juliane Bodini e Luis Antônio Fortes idealizam musical com projeto de acessibilidade

Dançando no Escuro / Foto: Elisa Mendes

Além do espetáculo teatral, o trabalho dos artistas envolvidos estará focado em movimentar, semear, articular e desenvolver um trabalho sério de acessibilidade dentro e fora do palco com equipe capacitada para atender o público com diversos tipos de deficiência, buscando não só o entretenimento cultural e sim um movimento de inclusão social.

“Transpor para o teatro essa obra cinematográfica tão marcante veio da vontade de abrir os olhos para o mundo, abordando assuntos tão pertinentes como preconceito, exclusão social e injustiça. E assim, tentar mudar os padrões e os vícios de uma sociedade onde a intolerância prevalece e o descaso nos envenena. É preciso enxergar o outro. Assim, escolhemos fazer um trabalho, um movimento, que permita que todo o público tenha acessibilidade dentro e fora do palco”, Juliane Bodini e Luis Antônio Fortes, idealizadores do projeto.

Serviço
Local: Teatro da UFF, Centro de Artes UFF – R. Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói (tel. 3674-7511)
Temporada: 01 a 04 de Dezembro, sexta à segunda às 20h. Sendo que segunda-feira, dia 04, apresentação especial com acessibilidade, assentos especiais, audiodescrição e libras.
Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (para jovens até 21 anos, estudantes e maiores de 60 anos).

Author: Explore Niterói

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