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Entrevistamos a banda Overdrive Saravá

Conheça a música brasileira de um jeito ousado

Em 2012 nascia uma experiência, um projeto inovador de miscigenação musical. Com o nome Overdrive Saravá, ao longo de dois anos, foram pensadas inúmeras ideias em estúdio para chegarem no cerne da cultura e gêneros musicais brasileiros. Contudo, sempre a base pesada do rock ‘n roll esteve presente. Hoje quem faz a banda acontecer são Gregory Combat (vocal), Lucas Botti (guitarra), Thiago Henud (guitarra), Matheus Freire (baixo) e Renan Carriço (bateria).

Mês passado fui conversar com Gregory, Thiago e Renan em um local que será mais que especial para a música independente da cidade: o novo estúdio que fica na casa da Facção Caipira. Renan Carriço (que também é baterista da Facção) já é conhecido pelos músicos da cidade graças ao Estúdio Villa e tantas produções que fez. Agora Niterói poderá contar com um novo espaço para ensaios e gravações de diversas bandas independentes. Então vamos à entrevista!

Renan Carriço, Gregory Combat e Thiago Henud

Explore Niterói: Por que o nome Overdrive Saravá?

Thiago Henud: Eu sou um dos co-fundadores da banda, junto com o Lucas Botti e esse nome veio de bar, claro. Eu tava inquieto, tava uns anos sem tocar, voltei e falei “cara, não dá mais pra parar de tocar”. Aí comecei nesse ano (2012) a colocar esse projeto pra frente junto com o Botti pensando na questão da regionalidade, de realçar a cultura brasileira, tem tanta coisa maravilhosa aqui, entendeu? E a gente sempre teve essa veia no rock ‘n roll, então vamos juntar os dois. “Overdrive” é bem isso, simboliza o rock ‘n roll, a distorção e tal. O “Saravá” é todo o axé, é toda a cultura brasileira, afro, que une. A ideia é unir isso tudo.

Gregory Combat: O nome Overdrive Saravá foi louco porque ele veio antes da banda né? Normalmente é um processo, as pessoas se juntam, tem uma banda e aí nesse processo coletivo elas pensam “é, a gente precisa dar um nome a isso”. O nosso nome veio antes de qualquer coisa (risos). Aí tinha uma proposta que poderia ser realmente qualquer coisa, além dessa questão de um hibridismo musical. A gente pensou “cara, temos o nome Overdrive Saravá que a gente acha muito f**a, o que vamos fazer com isso?” Ficava na nossa cabeça “podemos fazer qualquer coisa”. O nome tinha essa força, a gente achava que também tinha essa potência de construir qualquer coisa. Daí uma eterna pesquisa que resulta a priori nesse nome que surgiu, e a partir dele a gente começa a encaminhar os processos.

Antes de fazer o primeiro show a gente ficou um ano e meio garimpando, tentando entender os processos. Ainda hoje é isso, a gente cada vez mais tenta entender. Temos composições novas que fogem muito do que a gente fez à princípio e a ideia é essa, não ser nem um pouco engessado. Trazer essa mutação e esses processo híbridos mais fortes pra gente.

Thiago Henud: E vale falar também que não tem nada maquiado. “Vamos planejar algo comercial” não é também. A gente tinha nossas características, nossos pensamentos e depositamos isso no nome Overdrive Saravá e o projeto foi algo que surgiu naturalmente.

Explore Niterói: Quais são as maiores inspirações musicais de vocês? Aquelas mais fortes que constituíram o extrato da Overdrive Saravá?

Gregory: A gente abriu uma biblioteca musical tanto de ritmos quanto de artistas. Nação Zumbi é uma referência forte pra gente, dentro do movimento que foi o Manguebeat, eles já se propuseram a fazer essa miscigenação musical. Então foi uma influência que a gente tinha forte ali, mas a gente nem caminhava tanto com eles. Virou uma referência porque já tinha identificação, todo mundo curtia, mas a gente pesquisou muito.

Viajamos, tentamos conhecer a galera que fazia sons regionais. O Thiago sempre teve essa parada com os instrumentos de tentar aprender o máximo possível, experimentar, fazer e a gente conheceu muita gente nesse caminho. Cada um aqui tem uma identificação diferente também e a gente tentou trazer esses atravessamentos e chegar num consenso. Saiu uma massa sonora desse bolo todo e a gente ia lapidando isso.

Renan Carriço: Até dentro do estúdio, cada um coloca muito suas características e identidade, até do que escutou e do que trouxe como carga musical da sua vida. Então é realmente complicado dizer “isso aqui é o que a gente mais tem como referência”. Eu por exemplo, to num momento de escutar muita música brasileira, muito pagode dos anos 90. Eu não trago pra banda composição de um grupo de pagode – Thiago: eu trouxe – (risos). Mas está ali, ao mesmo tempo está ali, dentro de uma melodia, de uma voz. Sempre vem sem você forçar muito, vem naturalmente.

Thiago: Cada um tem uma banda que gosta mais e é lindo, cada um bota o que acha que é necessário, alguém vai falar “tô ouvindo pagode” eu vou dizer “pô, maneiro, vamos colocar uma guitarra nesse pagode aí” (risos). É difícil? É muito mais difícil, porque você não sabe o que vai sair e o processo é bem demorado, a gente tem essa consciência. A gente fica seis meses, até um ano trabalhando a música e no final acaba esquecendo a canção, “não vai dar pra tocar”, já aconteceu. Aí depois de algum tempo a gente volta naquela música, cada um com uma ideia diferente, reconstruímos e pronto tá no repertório.

Explore Niterói: Como que a cidade dialoga com vocês? Niterói é uma cidade que tem elementos da cultura indígena. Pelo nome dos locais, o contato com a natureza, o próprio Araribóia, etc. Isso inspirou vocês também?

Gregory: Acho que a Overdrive Saravá não está muito engessada na cidade. Niterói é onde a gente vive, é o cotidiano que é natural a cada um aqui e interfere porque é onde a gente tem esse cotidiano que está diretamente ligado ao que fazemos. Seja a rotina de ensaio, seja o trabalho que cada um tem paralelo à música, isso sempre alimenta a gente de alguma forma. Mas acho que as maiores inspirações que cercam a gente estão nas nossas vivências. Seja uma pesquisa musical, de ritmos, dentro do que se propõe a Umbanda, por exemplo. Seja da própria questão que você levantou, dos índios, que pra gente, dentro de uma composição que fizemos “Ressuscita Pataxó” é a de uma opressão que acontece às minorias e traduzimos isso de uma forma musical e artística. Para que isso não seja esquecido, que isso seja falado, seja representado de alguma forma.

Então temos essas bandeiras, que são de lutas, que são de representatividade e essas coisas estão não só ligadas ao espaço físico de Niterói né? A cidade torna-se um centro porque é onde a gente vive, mas a tentamos capilarizar para outras instâncias. É assim que a gente compõe e é assim que a gente atua.

Explore Niterói: Diversas músicas de vocês têm um carácter de protesto e resistência. Como costumam ser a composição dessas canções?

Gregory: É muito plural e coletivo todos os processos que a gente traz e aborda. Essas composições se dão de uma maneira muito orgânica, a gente não tem um planejamento muito fixo de “vamos falar sobre isso agora”. O assassinato do Galdino (líder indígena que foi queimado vivo enquanto dormia em um ponto de ônibus em Brasília) tem uns vinte anos, então não é o que está emergente agora, o fato em si, mas é uma coisa que despertou pra gente por conta de uma sociedade que grita por conta dessa opressão de minorias. Aí Thiago chegou com essa ideia, de coisas que ele vivenciou e quis abordar esse tema.

A gente sempre procura também, em movimentos que estamos trazendo, e que não somos porta-voz, a gente tenta fazer o diálogo da forma mais respeitosa. Assim como foi o processo de produção e gravação do disco, a gente procurou muitas vezes estar alinhado a esse discurso para não faltar o respeito e não se apropriar culturalmente de algo que não somos protagonistas.

Nossa tentativa é também trazer essas discussões por outras vertentes, porque às vezes só temos a forma da mídia sensacionalista pra falar sobre isso. Mas quais são os outros recursos em que a gente pode discutir e falar sobre essa questão? Acho que a arte se torna representativa nesse sentido.

Thiago: Essa música que teve o Galdino como inspiração é bem importante para mim. Porque eu pude vivenciar o meio em que tudo aconteceu. Eu pude vivenciar Brasília, aquela escultura de cidade, que é linda como obra de arte, mas não funciona como cidade.  Não funciona pro humano, a não ser que você nasça com rodas. Então dentro daquele contexto, eu pude ver um pouco do que aconteceu. E pude ver em uma das reportagens que estava em destaque a frase “foi tudo uma brincadeira” que a gente usa na música (Ressuscita Pataxó) e a partir dessa frase eu compus a música e levei pra gente trabalhar na Overdrive Saravá. Foi muito forte. Não é pra ser uma música “legal” que vai estourar; a gente não faz pra isso, muito menos com essa música.

A música é um canal, não é só para você ouvir, fechar os olhos e relaxar. É também para te incomodar, pra você ficar triste, pra você lembrar. Pensar “tenho que extravasar, tenho que chorar ouvindo essa música” e é isso, faz com que você não esqueça. Não dá para de cinco em cinco anos esquecer ou outros cinco que passaram.

Gregory: A gente traz como proposta mesmo a densidade que a gente trabalha e como isso afeta o público. Não raro, as pessoas vêm falar depois de um show que se sentiram mega desconfortáveis ou falam “aquela hora que você tava olhando pra mim, como assim? Eu nem te conheço e foi me dando uma coisa estranha aqui”. Eu falo “po, que ótimo que eu te tirei da sua zona de conforto e te fiz refletir de alguma forma”. Porque eu acho que arte é isso, é algo que te leva a uma reflexão, que te tira de uma simples zona de contemplação. Acho que a gente tenta trazer essa provocação, essa densidade dentro da música.

Explore: Já houve problema de pessoas não gostarem da reapropriação cultural e musical que a Overdrive Saravá faz? De alguém até levantar e sair do show, por exemplo?

Gregory: Tem, teve sim (risos). Em um show que a gente fez na Pavuna, que também teve uma pegada ritualística de pinturas e coisas assim. Depois que acabou o show eu fui pra banquinha da Overdrive Saravá e teve um cara que estava me olhando a um tempo, de longe, junto com um outro. Em um determinado momento ele puxou o que estava me olhando dizendo a ele “vamo lá, vamo lá falar com ele” (risos).

Eles chegaram na minha frente e o outro falou “ele quer falar com você” e então ele disse “eu quero falar com você porque eu achei lá no show que você era o diabo” (muitos risos). Aí eu falei “é mesmo rapaz? Que coisa hein” (risos). E ele me dizendo “mas você tava todo perturbado, cheio de cara lá pra mim. Mas ta tranquilo né mano? Você não tá aí dominado não né?” Eu disse “não cara, tranquilíssimo” e conversamos um pouco sobre isso.

Eu ilustrei esse exemplo, mas já tiveram relatos que nos disseram “eu não gosto disso que vocês fazem, não é fácil pra mim digerir isso”. Eu digo “super”, isso tudo é um processo, pra gente isso não é nenhuma questão. A gente quer mais é ouvir esse tipo de coisa e entender mais como que a mensagem da Overdrive Saravá chega no público de uma forma ampla.

Ao mesmo tempo, isso tudo é um problema, pois ficamos sempre num circuito que consome esse tipo de material. Porque realmente é algo à margem, é um ponto fora da reta, mas é o nosso processo artístico, a gente acredita muito nisso. A gente gosta desse processo que é muito visceral assim.  Pra gente pode gerar tanto esse ímpeto de agonia, de incômodo quanto também algo incrível, da pessoa super se sentir entregue àquilo. Mas é engraçado, porque eu acho que o público tem que estar muito aberto mesmo, até para receber tudo o que está sendo visto ali à frente.

Renan: Também se não gostar, tudo bem. A gente como artista não pode ter essa pretensão de que vai agradar todo mundo, faz parte tudo isso aí também.

Explore: Por que a criação das músicas “Anunciação” e “De repente” que não apresentam a parte vocal e por que colocá-las no CD?

Renan: Eu lembro que a gente estava pensando que o disco estava um pouco curto e já estávamos pensando nessa ideia de introdução. Estávamos em Teresópolis para um processo de imersão para a gravação do álbum e surgiu lá. Tivemos essa ideia lá. Lembro que “Anunciação” eu estava gravando lá já e a gente pensou na questão da rabeca (instrumento de cordas friccionadas, como uma versão mais rústica do violino).

Quando a gente foi gravar com a rabeca para a música “De Repente” eu escutei o som dela e pensei “pode ser legal fazer quase que uma introdução de violino, só que na rabeca, pode funcionar”. Daí a gente fez e ficou super bom. Depois quando o percussionista Ricardo (Brazil) veio gravar ele tinha “zilhões de brinquedinhos”; saiu brincando com aquilo ali e pensando “vai sair alguma coisa boa”. A gente gravou track (músicas) pra cacete e fomos escolhendo as que queríamos que ficassem.

Gregory: O Bernardo gravou a rabeca, fez esse processo lá e quando o Ricardo ouviu pareceu que ele super entendeu. Ele falou “cara, eu sei exatamente o que é isso”. Antes disso tudo, estávamos pensando “como podemos introduzir esse disco?” E ficou algo espiritual, super forte e o Ricardo que trouxe muito essa pegada. Ele criou essas texturas, essas camadas percussivas.

A “De repente” surgiu porque a gente pensava muito na “Mandacaru”, que é a faixa que vem logo depois, já começa no susto, na voz. Renan na época falou “essa música merece muito uma introdução no disco”. Isso é algo que a gente nem faz ao vivo, mas no disco a gente achou que precisava muito dela.

Thiago: É engraçado porque a gente tinha mais música, a gente deixou de fora umas cinco ou seis músicas que já estavam prontas. A gente abriu mão dessas outras para poder botar essas duas músicas que a gente compôs lá em Teresópolis.

Explore: A Overdrive Saravá lançou um clipe ano passado da música “Atabaques e D’jembes”. Como foi a construção dele?

Gregory: Esse clipe é lindo! (risos)

Thiago: Foi uma experiência incrível, de vivência dele inteiro! Desde a pré-produção até chegar na ideia, a parceria com o Estúdio Cru, com o Aranha (Diretor de arte – Luis Aranha) que ajudou a gente também, a escolha do personagem, do tema, o curto enredo. Porque depois você vê que o início foi o que foi planejado, os primeiros segundos e depois a gente não sabia o que ia acontecer. O interessante é que a gente foi pensando “cara, a gente vai com essa proposta, é capaz de dar m***a né? A gente tem que estar preparado pra cair na po****a lá”. Nada, o pessoal abraçou, não teve um princípio de confusão.

Renan: Eu ainda não estava na banda, eu lembro deles falando comigo “vamo lá, você é grande, vai ter problema e você vai ter que ajudar cara” (risos). Acabou que eu nem fui (mais risos).

Gregory: O processo de produção disso tudo foi muito louco. Vale enaltecer o Estúdio Cru, o estúdio de designer que fez toda a identidade visual da Overdrive Saravá, eles fizeram o disco, o clipe, o site. A gente chegou pra conversar e eu falei “eu quero que a gente dê uma machadada na cabeça da sociedade” e a partir disso a gente começou a pensar uns roteiros e a princípio a gente ia gravar dentro de um matadouro, só que a maioria tem mil processos ilegais e a gente não conseguiu entrada em nenhum. Nós queríamos trabalhar com a violência da imagem associada com a violência da sociedade em suas diferentes formas. Trazendo um foco imagético que trabalhasse isso de maneira bem forte.

Depois começamos a discutir a ideia de um “doc”, um “mini-doc”. Que foi o que se transformou o clipe. A gente pensou nesse protagonista que é o catador de latinha, que é o ser invisível à sociedade e a gente ficou muito nisso “vamos fazer o dia de um catador de latinha, 24h acompanhando o catador”. Aí pensamos “mas isso é apenas sublinhar ele é um catador de latinhas ali, olha só como ele é invisível”.

Então a gente achou que devíamos provocar essa imagem, daí surgiu a ideia do invisível tornar-se visível e protagonista dentro dessa conjuntura. Pegamos o Vinícius Andrade, que é o ator do clipe, que a partir do lixo, que é o objeto de trabalho ali, ele se empodera daquilo e vai invadindo o espaço das pessoas. Então ele mexe com as pessoas, ele chega no bar e bebe a cerveja do cara que ta sentado lá. Como é isso, sabe?

Em qualquer outro lugar do mundo a gente iria tomar três tirinhos (risos), mas a gente fez isso na Lapa né? É um universo alegórico, então ele foi abraçado, rolou muito essa coisa da aceitação e até de enaltecer a personagem que foi criada ali. A gente foi muito com o pensamento “a gente vai ser preso com certeza”. Ele botava uma calcinha, aí as coisas caiam pra fora. Era essa a violência da imagem que a gente queria, o ser que é rejeitado tornando-se protagonista ali no universo da boemia da Lapa mas no universo onde está o capital, onde as pessoas estão ali intocadas também.

Thiago: O Vinícius entendeu muito a ideia e se soltou muito na hora. Se preparou e deixou acontecer, não tinha roteiro, a gente ia andando, onde o instinto dele o levava, a gente ia seguindo e filmando. Após o clipe a gente conversou e ele falou “cara, foi uma das coisas mais incríveis que eu já fiz na minha vida, foi uma liberdade tão grande que me tocou e mudou a minha vida”. É emocionante né? Poder proporcionar e fazer parte dessa experiência. Assim como ele afetou a nossa vida pra caramba.

Assista ao clipe de Atabaques e D’jembes:

Explore: Quais os planos pra 2017, já com o disco que foi lançado no ano passado? O que vem agora na Overdrive Saravá?

Renan: É o ano que vai marcar muito pelas novas composições, eu entrei efetivamente na banda, to trazendo uma outra bagagem. A minha maneira de compor é bem diferente da deles e acho que as duas partes vão ter que dialogar e se entender. Acho que a banda ta passando por um processo de mudança, apesar do disco ser recente, já estava sendo trabalhado a muito tempo e eu vim acompanhando isso antes de entrar na banda.

Nesse processo, eles já estavam trazendo outras influências e acredito que as composições que eu trouxer, junto com a gama de coisas que eles também vão trazer, vai surgir uma outra Overdrive Saravá dentro do que a gente já é de loucura. Plano pro ano, eu não sei, até porque não conversamos direito sobre isso (risos) – Gregory: Vamos discutir depois dessa entrevista! (mais risos) –  Provavelmente esse álbum ainda vai ser trabalhado, mas pode sair coisa nova também. Ta bem aberto.

Thiago: A gente também não tem medo de mudar, a Overdrive Saravá é o nosso trabalho, a gente pode fazer o que a gente quiser. 2017 é show pra caramba, rodar com a banda, pegar viagem e continuar produzindo. Começar a planejar as próximas gravações, até porque material a gente tem muito, agora é selecionar, estudar e ver tudo que vai ser abordado.

Gregory: Por onde que a gente vai caminhar, ainda é meio nublado, mas sem dúvida nós vamos caminhar pra outros processos musicais. Temos esse disco que acabamos de lançar, então a gente quer também usufruir disso, queremos rodar o disco, tocar essas canções de lá. E fortalecer a formatação da Overdrive Saravá, estamos com música nova inclusive que não estava no disco. Então temos que nos entender tanto no estúdio quanto no palco como que essas adequações funcionam.

No fim da entrevista o vocalista Gregory Combat deixou um recadinho pra lá de especial para o nosso projeto e todos os nossos leitores dizendo:

“Eu queria somar falando sobre a importância disso que vivemos aqui hoje (a entrevista). Vocês do Explore Niterói estarem aqui juntos com a gente da Overdrive Saravá, acho que isso é muito maravilhoso. Porque nós como banda, somos uma banda e “pô beleza, mais uma banda em Niterói”. Mas acho que a cadeia produtiva que envolve todos esses processos na cidade é que são essa engrenagem, é onde a coisa acontece. Trazer o público para dialogar e a gente poder perguntar “o que você gostaria de ver nos eventos?”

Acho que essa cadeia produtiva precisa muito dialogar e isso que a gente está fazendo, essa troca, é super importante. Fico feliz de vocês terem vindo aqui no QG novo tanto da Facção Caipira quanto da Overdrive Saravá que o Renan tá fazendo com tanto amor e carinho. E a gente se propõe como banda, e como pessoas também, a estar aberto a esse diálogo e acho que é importante essa ponte, essa comunicação. Só tenho a agradecer a vocês e a todo o público que está podendo acompanhar tudo isso.”

Assista à entrevista em vídeo no nosso vlog:

Quer saber mais sobre a Overdrive Saravá? Acompanhe a página deles no Facebook e já ouça as músicas que estão disponíveis gratuitamente no site da banda. Ah, não esquece de deixar seu comentário aqui com alguma sugestão pra gente e também sua opinião do que achou da entrevista!

Author: Mateus Pereira

Prestes a finalizar o curso de Estudos de Mídia na UFF, "Eclético" deveria ser o nome do meio de Mateus. É ator por amor à arte, escuta música em qualquer momento e sabe as regras até de futebol de botão. Se pudesse, iria a todos os eventos pela cidade, afinal, pra que sair de Niterói se já tem tanta coisa boa?

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