Crônicas

Niterói antropológico – Visitinha ao Guanabara

Guanabara, Niterói. Em uma dessas superpromoções mensais.

“Salve-se quem puder hoje nesse Extra.”

Fonte: Google Images
Supermercado Guanabara Niterói (nesses dias assim) Fonte: Google Images

Essa foi uma das frases mais interessantes que ouvi  nesta experiência antropológica. Note o desespero da cliente e o posicionamento por preço do Guanabara que o equipara ao seu concorrente Extra. Dessa forma, percebe-se, como é necessário o fortalecimento da marca para que seja lembrada como preferência na mente do comprador, e não como opção. Enfim, deixando de lado a Comunicação, vamos falar de experiência?

Um montinho de gente esbarrando e discutindo nos corredores promocionais. Algumas gôndolas estavam vazias e os repositores se misturavam nessa confusão trazendo mais caixas, e empilhando no meio da aglomeração. Não sei quem estava mais estressado: o funcionário ou o cliente. Sei que as filas estavam enormes e não se podia trafegar nas áreas do mercado que vendiam a categoria em promoção, era um salve-se quem puder mesmo.

Parei meu carrinho num ponto estratégico e sem muito movimento enquanto minha mãe ia em busca dos produtos da lista de compras e se desvencilhava dos carrinhos frenéticos. Uma repositora, sem intenção, acertou as costas dela com um carrinho grande de metal. Não sabia se continuava ou sentia dor. Ela terminou de pegar o que faltava, porque tinha se proposto àquela aventura, tinha se programado e preparado psicologicamente. Foi uma experiência e tanto. Para próxima compra do mês já avaliamos pela Equação de Valor de Kotler – mostrando que aprendi alguma coisa em alguma matéria uhuuul – que os custos de energia e emocional são mais altos que os benefícios, logo, vamos ao mercadinho de bairro ou voltaremos lá em épocas sem muito ajuntamento de gente.

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